Auxiliares com DNA alvirrubro

Ex-atletas ajudam o trabalho de Alfredo Sampaio no Bangu para o Cariocão 2018

Ter identificação com o clube em que trabalha talvez seja um dos pilares para um bom ambiente. E, assim como nas últimas temporadas, o Bangu busca ter uma comissão técnica com o seu DNA. Sob a batuta de Alfredo Sampaio, seu time de auxiliares tem algo em comum: todos um dia vestiram a camisa mais do que centenária do Alvirrubro da Zona Oeste. Ado, Ignácio Junior, Josimar Ferreira e Alexandre Calango passaram por Moça Bonita nos mais variados anos e atualmente convivem diariamente fora das quatro linhas.

– Eu gosto de trabalhar com pessoas que foram meus jogadores. Junior, Alexandre Calango e Josimar jogaram comigo em dois ou três clubes, sendo também aqui no Bangu. Eles conhecem o clube e o meu jeito de trabalhar. E isso é muito bom. O Josimar, por exemplo, foi meu jogador no Juvenil. Isso cria um ambiente muito agradável, algo fundamental para um bom trabalho. Temos também o Ado, um cara com uma experiência incrível, foi meu contemporâneo de futebol e tem uma bela história aqui. São pessoas que me conhecem há muito tempo, sabem como eu penso, trabalho e exijo. Caso não tivesse eles, seria muito complicado – explica o treinador Alfredo Sampaio.

Do quarteto de auxiliares, Miraldo Câmara de Souza, o Ado, é o que mais partidas fez pelo Bangu. Entre idas e vindas, foram 257 jogos e algumas conquistas, como a Taça Rio de 1987 e a classificação à Copa Libertadores da América de 1986, após o vice-campeonato do Brasileirão de 1985. Auxiliar técnico desde 2014, ele mostrou felicidade em poder dividir novamente a função com ex-jogadores do Alvirrubro:

– Todos sabem do carinho, amor e gratidão que tenho pelo Bangu. Se hoje sou conhecido, agradeço a esta instituição. Cheguei como auxiliar do Mário Marques e pude trabalhar com gerações diferentes de ex-jogadores. Agora, reencontro outras pessoas com quem joguei, como o Josimar e o Junior. Jogamos juntos na Portuguesa no início dos anos 2000. Sinceramente, essa harmonia só faz o trabalho ficar ainda melhor – afirma Ado.

O ex-zagueiro Junior faz coro à Ado. Campeão do Torneio Internacional de El Salvador pelo Bangu em 1998, à época de atleta, ele pôde conviver com Alfredo Sampaio também no America e Portuguesa, além, é claro, no Alvirrubro.

– É bom dividir novas experiências com quem já conhecemos. O Alfredo foi meu treinador aqui no Bangu, sei como é seu estilo de trabalho e o que pede nos treinamentos. Assim como os demais auxiliares, estou para ajudar e aprender um pouco mais a cada dia. É muito tranquilo poder conviver com pessoas que gostamos e, acima de tudo, no clube que gostamos – diz Junior.

Junior, Alfredo e Alexandro Calango conversam em reunião (Foto: Emerson Pereira/Bangu)

Junior, Alfredo e Alexandro Calango conversam em reunião (Foto: Emerson Pereira/Bangu)

No time de auxiliares, Josimar Ferreira é o que trabalha há mais tempo com Alfredo Sampaio. O ex-atacante defendeu o Bangu em 1999 e, curiosamente, foi carrasco do time em 2005 durante a Série B do Carioca, marcando o gol que abortou as chances de acesso do Alvirrubro. À época, ele defendia o Nova Iguaçu, que conquistou o inédito acesso à elite. E foi nessa temporada que Alexandre Calango se destacou em Moça Bonita. Durante a Segundona, o então atacante tornou-se o “homem-gol”, sendo o artilheiro do clube na competição. Porém, com o vice-campeonato, a equipe não ascendeu de divisão. Curiosamente, Alfredo era o comandante banguense.

Recesso de Ano Novo e início da pré-temporada

O Bangu encerrou o período de treinamentos em 2017 na manhã desta sexta-feira, 29, em Moça Bonita. Os atletas ganharam folga nos próximas dias e voltam ao batente no dia 2 de janeiro, quando viajam para Pinheiral para iniciar a pré-temporada rumo ao Campeonato Carioca. A estreia ocorre no dia 18, em São Januário, às 19h30, contra o Vasco da Gama.

Emerson Pereira