Com auxílio da tecnologia, Bangu chega à semifinal sem qualquer tipo de lesão

Preparador físico Fabrício Abreu ressalta importância do Catapult e do bom planejamento no setor

O Bangu investiu alto para temporada 2018. Buscando um rendimento físico de excelência, o Alvirrubro realizou grande pré-temporada no início de janeiro na cidade Pinheiral, no Sul Fluminense, com o planejamento sendo coroado com a classificação à semifinal da Taça Guanabara. Com o desempenho de destaque dentro das quatro linhas e sem nenhuma lesão muscular, o preparador físico Fabrício Abreu fez um balanço do trabalho realizado, destacando a união entre os setores do clube.

– Hoje o Bangu disponibilizar de uma comissão interdisciplinar boa e que integra bem o trabalho meu e do Gustavo, desde a nutrição, fisioterapia, fisiologia e o corpo técnico. Esse conjunto nos ajudou a ter um ótimo rendimento nesses cinco jogos intensos durante a Taça Guanabara, sem qualquer tipo de lesão muscular. Conseguimos nos sobressair fisicamente com equipes de médio porte e estar de igual para igual com as grandes. Isso se deve a um trabalho iniciado em novembro com as avaliações individuais e os encaixes de treinamentos periodizados. Cada um tinha seu treinamento de força e prevenção. Isso fez com que o grupo saísse de heterogêneo para o mais próximo da homogeneidade – explica.

Preparador físico Fabrício Abreu e fisiologista Paulo Figueiredo acompanham dia de treino (Foto: João Carlos Gomes/Bangu)

Preparador físico Fabrício Abreu e fisiologista Paulo Figueiredo acompanham dia de treino (Foto: João Carlos Gomes/Bangu)

Fabrício Abreu, que divide os trabalhos com o também preparador Gustavo Teixeira e o fisiologista Paulo Figueiredo, falou do passo a passo desenvolvido no Bangu. Ele frisou a importância do Catapult, GPS que ajudou muito no mapeamento do rendimento físico da equipe da Zona Oeste.

– Iniciamos com a avaliação antropométrica, seguindo com os níveis de força no isocinético e de lactato. Com isso, pudemos traçar o treinamento para cada tipo de atleta. Feito esses exames, passamos a utilizar o Catapult, aparelho super importante para o futebol atual, que nos permite acompanhar o quanto os atletas conseguem correr numa certa distância em alta intensidade. Quanto mais alta, torna-se mais interessante para o futebol. Ele nos permitiu acompanhar a evolução física da equipe, sabendo quantos estímulos os jogadores fizeram entre 6 e 8, 10 e 12, 14 e 16, 20 e 24 quilômetros por hora – complementa Fabrício Abreu.

Com o foco na semifinal contra o Boavista, o Bangu voltou aos trabalhos na terça-feira, 6, em Moça Bonita. Na primeira parte, os atletas realizaram treino regenerativo na academia, tendo trabalho tático com o técnico Alfredo Sampaio à tarde. Nesta quarta, o grupo faz o treino final aberto aos torcedores em período matinal.

Assessoria de imprensa