Eduardo Allax relembra momentos marcantes como jogador e projeta o Bangu vitorioso no Carioca

No próximo domingo, 29, o Bangu iniciará mais um Campeonato Carioca. À beira do campo, uma novidade… Aliás, novidade em termos. Eduardo Allax fará contra a Portuguesa o seu primeiro jogo como técnico do Alvirrubro, clube em que defendeu entre 2000 a 2002. Quis o destino que a sua primeira partida seja contra a Lusa, de onde saiu para chegar em Moça Bonita.

Com 66 partidas vestindo o vermelho e branco, o ex-goleiro é lembrado até hoje por um gol que marcou em 16 de junho de 2002. Era o último minuto da prorrogação, Eduardo foi para o ataque e colocou a bola na rede do Fluminense. Parecia a realização de sonho para o torcedor: era o Bangu de volta à final do Campeonato Carioca. O sonho, porém, virou pesadelo, frustração. O árbitro Reinaldo Ribas Vieira anulou o gol. O Alvirrubro caía na semifinal.

– Aquele jogo marcou a minha carreira porque marquei o gol no último lance. Tínhamos um time com condições técnicas de ser campeão. Foi a partida mais marcantes que disputei. Foi decepcionante aquele gol não ter sido validado. Merecíamos muito ir para a final, pois jogamos o campeonato com maestria – relembrou Eduardo, que falou de como foi sua chegada ao Banguzão em 2000:

– Na época, a Portuguesa havia sido campeã da Segunda Divisão (do Carioca). No dia seguinte à final, a pedido do treinador Alfredo Sampaio, eu estava me apresentando ao Bangu. Foi uma transição rápida, pois já estava jogando duas semanas depois contra o Bragantino (vitória por 2 a 1). Na época, jogamos a Série B do Campeonato Brasileiro e não conseguimos o acesso por causa de um jogo – disse.

Mário Marques e Carlos Renan foram os últimos ex-jogadores que treinaram o Bangu. Agora, Eduardo Allax entra nesta seleta lista, que tem nomes como Zizinho, Moisés, Luis Alberto etc. Ele fez um paralelo da época de jogador com a de técnico.

– Do Eduardo atleta, trago a liderança, a honestidade de sempre e a vontade de vencer. Já o Eduardo treinador é mais comedido, responsável e até mais ansioso, pois dependo de toda uma equipe para ter uma carreira vitoriosa como foi a de jogador – afirmou.

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Foto: João Carlos Gomes/Bangu

O 12º ELEMENTO

Para chegar ao sucesso no Cariocão, Eduardo não tem dúvidas que há um fator fundamental: a torcida, o 12º jogador. O comandante banguense mostrou confiança para o desafio que se inicia às 16h30, em Moça Bonita, contra a Portuguesa.

– No jogo-treino contra o Tupi, senti uma confiança muito grande torcedor. Quero responder à altura, realmente fazer com que o Bangu volte a ser protagonista no cenário nacional e dispute título porque tem uma torcida grande e apaixonada. Hoje, quero responder as expectativas depositadas no meu trabalho – salientou Eduardo. Ele encerrou deixando uma mensagem a cada alvirrubro:

– Peço que o torcedor vá até Moça Bonita, que passe o domingo conosco. Sei que seremos apoiados e que estão entendendo os esforços de todos, principalmente em relação aos atletas contratados. O torcedor é fundamental e faz parte da alegria que estamos vivendo em sonhar com um grande campeonato – encerrou Eduardo.

Texto: Emerson Pereira