SERJÃO

SERJÃO

Quem acompanhou o Bangu nos anos 70 sabe que um dos nomes mais comuns nas escalações era o do zagueiro Serjão. Ele poderia formar dupla de zaga com Sidclei, com Luís Alberto, com Sérgio Cosme, com qualquer um, mas era certo que ele estivesse por ali, como beque central, cortando tudo o que podia, impedindo o frágil alvirrubro daqueles tempos de levar gols.

Serjão, ou melhor, Sérgio Antônio Patrício, carioca de Bangu, tem hoje 61 anos e é auxiliar técnico do Santa Cruz, time da terceira divisão do Rio de Janeiro.

Ele é o nono jogador que mais vezes vestiu a camisa banguense, com 313 partidas entre 1969 e 1981, totalizando 99 vitórias, 88 empates e 126 derrotas.

Chegou ao clube em 1969 e neste mesmo ano fez sua estreia entre os profissionais, numa partida contra o Vasco, pela Taça Guanabara, no Maracanã. O placar final de 0 x 0 mostra o quanto ele foi bem desde o início.

Seu jogo mais marcante, no entanto, ocorreu no ano seguinte. O famoso amistoso contra a Seleção Brasileira. em Moça Bonita. “Marquei o Pelé. Foi o último jogo da Seleção antes da Copa e fui incumbido de marcá-lo. Fui até bem marcando o melhor do mundo” – recorda Serjão.

No longo período que defendeu o Bangu, foi expulso apenas quatro vezes de campo, contrariando a fama de jogador viril. “Não nego que dava minhas beliscadas quando era necessário…”

Sobre o atual momento do clube, Serjão sonha alto: “Espero ver o Bangu, em breve, voltando a disputar finais e brigando por títulos.”.