Presidente Jorge Varela ouve torcedores e fala dos projetos que estão sendo implantados no Bangu

Encontro abre espaço para propostas de ambos os lados e promove integração com os torcedores

Torcedores do Bangu se reuniram neste sábado, 20, em Moça Bonita, com o presidente do conselho diretor do clube Jorge Varela para discutir assuntos administrativos. Com o objeto de aproximar a gestão com o público, no encontro foram discutidas também propostas para incentivo e desenvolvimento do Bangu Atlético Clube.

Estavam presentes Wladimir Mutt, Wagner Ferreira, Daniel, Luiz Antonio Vila Flor, Cesar Falcão, Genivaldo Batista, Palha e Sergio Gorito. Dentre os assuntos discutidos estavam integração entre a torcida e o clube, apresentações dos projetos que estão sendo desenvolvidos, propostas de aprimoramento das instalações do Estádio Moça Bonita, alinhamento para engajamento do marketing e reforço da marca.

– Encontrar e ouvir as propostas dos torcedores do Bangu nos ajuda a dar continuidade ao planejamento que queremos neste momento: chegar ao Campeonato Brasileiro, investir na base e manter um calendário completo na temporada para captar recursos e reforçar nosso time para ser competitivo. Ouvindo-os pude conhecer melhor suas reivindicações e faremos com que essa experiência se converta no melhor possível para retomar nossa necessidade de títulos – explica Varela.

Foram apresentadas aos torcedores as tratativas que estão sendo direcionadas para adquirir parcerias de patrocínio. Nesta pauta Jorge Varela explicou como as despesas do clube e sua receita são administradas, levando em conta os investimentos que são aplicados com logística, comissões técnicas e atletas profissionais e de base, e como a receita é dividida também para manter os demais profissionais que atuam no clube, manutenções e as contas públicas.

– Temos um teto de gastos para investir em atletas para manter as contas dentro do que foi planejado. Estamos também pagando nosso financiamento no Profute e deixando os laudos e contas em dia – comenta.

Outra pauta que foi debatida é a necessidade de revelar talentos da base. Jorge Varela deixou claro que a base será mantida e falou das mudanças que foram feitas nesta temporada para dar aos atletas e comissões uma estrutura de qualidade.

– Hoje nossos times sub-17 e sub-20 treinam em campos que ficam em dependências militares, os mesmos locais que treinam atletas olímpicos. O Cresumar, da Marinha, recebe nossa base para desempenhar o trabalho. São campos que oferecem qualidade aos atletas e aos nossos membros da comissão. Também temos parceria com a empresa Útil e, mantendo nossa fidelidade, alugamos ônibus para deslocá-los e oferecemos alimentação. Também estamos ampliando nossos núcleos oficiais. Acho inteligente a condução que o Fluminense faz com seus núcleos e nos inspiramos numa proposta semelhante para pôr em prática em 2019 – esclarece o presidente.

Da esquerda para direita: Wladimir Mutt, Wagner Ferreira, Daniel, Luiz Vila Flor, Cesar Falcão, Jorge Varela, Genivaldo, Palha e Sergio Gorito. (Foto: Emerson Pereira)

Também se estuda um projeto de ampliação da capacidade do Estádio Moça Bonita para até 15 mil pessoas e recursos estão sendo buscados para implementar um novo sistema de iluminação. O objetivo visa o conforto da torcida, receber jogos noturnos e abrir mais o espaço para trazer jogos de outras equipes.

– Para algumas competições, como o Campeonato Brasileiro, por exemplo, tem uma lista de exigências que precisamos cumprir e precisamos nos modernizar para atender, não só a instituição, mas também os torcedores da melhor forma possível. Estou em contato com empresas que possam oferecer essa oportunidade para o Bangu e acredito que o mais breve possível terei uma posição para dar andamento ao projeto – diz.

Ainda nesta reunião foi revelado que o time profissional do Bangu utilizará as dependências do Centro Desportivo da Aeronáutica (CDA), na Zona Oeste, para a preparação para o Campeonato Carioca 2019.

– Precisamos nos equilibrar com o custo-benefício. Utilizamos o CDA noutras temporadas e sempre nos atenderam muito bem. Nossas comissões que já usaram o espaço sempre o elogiou e então temos garantia de que estaremos nos preparando bem para que nosso time nos traga resultado – complementa Varela.

Por fim foi conversado o resgate histórico do clube e o trabalho que está sendo feito nos departamentos de comunicação e marketing. A pauta levantou aspectos que podem ser incorporados para resgatar as raízes do Bangu com o bairro e sua identidade. Ações promocionais foram levantadas e possibilidades, como o reconhecimento do título mundial de 1960 e a preservação do pioneirismo em diversos setores, como a luta racial, profissionalização do futebol e implantação do futebol no Brasil, conforme defende pesquisadores a partir de fatos.

João Carlos Gomes